Entre nós

O amor de Cristo nas portas do ENEM

Por Bárbara de Abreu Francisco*

Na Aliança Bíblica Universitária do Brasil (ABUB) fala-se muito sobre como Cristo redime todas as coisas. Isso nos traz uma perspectiva ampla da redenção, que além de nos salvar da morte eterna, nos traz vida e novas perspectivas em todas as áreas, incluindo questões decisivas e práticas como o curso que devo fazer e a carreira a  seguir. É aí que entra o projeto ABU no ENEM, iniciativa de grupos da Aliança Bíblica Universitária (ABU) que visa demonstrar o amor de Cristo aos vestibulandos nos dias das provas para ingresso no ensino superior. É uma forma de anunciar a redenção também nesse momento dos estudantes. Aos 17 anos, pessoas são pressionadas a decidir o “rumo de suas vidas” por uma prova de múltipla escolha. Em contrapartida, Cristo vem para nos dar sentido à vida e fazer dessa fase um momento de oportunidades e aprendizados.

O ABU no ENEM não é uma ação evangelística no sentido literal da palavra, como pregar a salvação. Mas busca levar Cristo e seu amor nas mais diversas situações que podem ocorrer nos dias de prova, pois Jesus veio para trazer dignidade em todos os contextos.

Eu já fui uma vestibulanda. Todos que estão no ensino superior também. Acredito que a empatia de quem já viveu aquele momento contribui para as ações do projeto. É mais fácil entender a dor do outro quando um dia ela já foi a sua, ou de algum amigo próximo. Afinal, nem todo mundo teve alguma história triste de vestibular, mas todos conhecem um amigo de um amigo que teve. E hoje, quando olhamos para trás e vemos tudo que  Deus fez durante esse período e depois olhamos para os que ainda estão ali, é natural que queiramos voltar para abrir o caminho. Ou torná-lo mais leve. É partilhar a dor, o nervosismo, a ansiedade e o medo do outro. Ao mesmo tempo, é partilhar do amor que Cristo tem por nós. Para quem já passou, isso talvez seja fácil de ver, mas para quem está no caminho, às vezes é difícil.

É bonito ver como se dá entre os grupos locais de ABU e entre as diversas pessoas que colaboram. Em uma das nossas reuniões anuais, um grupo se ofereceu para pagar as canetas (que seriam distribuídas na entrada dos locais de prova aos que esqueceram) para outro, que estava sem recursos. A igreja da minha cidade natal fez um campanha para reunir canetas para o meu grupo local. Quando estive lá nessa época da campanha, uma senhora me disse que comprou 10 canetas e estava feliz porque ajudaria os “estudantes missionários da faculdade” com elas. Para conseguir cumprir outra parte de nossas iniciativas, os vídeos com dicas para os vestibulandos, um dos nossos editores trabalhou internado. Uma igreja de uma cidade que não tinha ABU entrou em contato com a gente para participar do projeto em sua cidade. Um outro grupo de ABU quase abriu mão do projeto, pois entendeu que precisava cuidar dos estudantes que estavam ocupando as escolas na época em vez de ajudar a promover a prova.

E assim o projeto foi se tornando uma iniciativa nacional, sendo registrado pela imprensa de todo o país. Aparecemos muitas vezes em diversos jornais de vários estados, como MS, RO, SP, RJ, MG, entre outros. O G1 do Mato Grosso do Sul descreveu a ação: “com cartazes, sorriso no rosto e o braço estendido para quem quiser ali se encaixar, os jovens chegaram por volta das 8h”. Nas reportagens que aparecemos, era bonito ver os comentários das pessoas, que, sendo ou não cristãs, foram impactadas pela ação.  Em um país onde as pessoas são satirizadas por perderem a prova dos vestibulares, a repercussão positiva que tivemos reflete como Cristo de fato é nossa esperança, em todas esferas da vida e que traz uma nova e melhor perspectiva, não apenas sobre nosso ponto de vista cristão, mas sobre todas as pessoas.

 

* Bárbara é estudante do último ano de engenharia física na UFSCar, em São Carlos (SP), onde participou da ABU, e é uma das pessoas que iniciou o projeto ABU no ENEM e até hoje ajuda os grupos a organizarem-no.

 

  • O grupo da ABU Pirassununga (SP) é um dos que participam do ABU no Enem, inclusive Raíra. Hoje missionária em sua universidade, ela foi alcançada por Deus por meio dos abeuenses. Conheça sua história.
  • E depois do vestibular, estamos na universidade só pelo diploma? O projeto Grandes Questões e a área da IFES Engajamento com a Univesidade quer nos desafiar a envolver-nos com a universidade como um todo; leia mais.

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