Entre nós

"Formando" adolescentes!

A assessora Lia do Valle compartilha conosco algumas experiências que a nova região Minas Gerais têm tido com encontros de capacitação específicos para ABSenses, e que aprendizado eles têm tido. Ela também fala sobre a última experiência que tiveram, em Juiz de Fora (MG).

1 - O que seria  mais “específico” para a capacitação de um estudante cristão do ensino médio? Quais são as necessidades deste estudante?

“Os grupos de ABS no Brasil, nos últimos anos, têm tomado um espaço maior na missão estudantil e dentro do nosso movimento temos visto esse crescimento como resposta de oração. Com isso confesso que a ABS precisa de uma atenção especial, pois a dinâmica dos estudantes de ensino médio não é a mesma de estudantes universitários.

Em reposta a esse crescimento devemos pensar na capacitação desses estudantes e vejo a clara necessidade disso, pois convivendo mais com os secundaristas essa necessidade está estampado no rosto de cada um. Há um desejo grande de servir, de fazer a diferença, de ser diferente, de vencer as pressões que sofrem nas escolas; porém não sabem como enfrentar tudo isso.

Como movimento estudantil, temos que unir nossas forças, ou seja, a ABS não se capacita sozinha. Para essa capacitação ela precisa dos estudantes universitários, do apoio da ABU de sua cidade. Para investirmos em capacitação temos que ter ABUenses, obreiros e assessores auxiliares dispostos para servi-los.

Porém não quero chamar a responsabilidade apenas para os universitários da ABUB. Percebi claramente, convivendo um pouco com os estudantes do ensino médio, durante o ERA, que eles dependem de apoio pastoral, do apoio dos pais, do apoio de seus líderes. As lideranças das igrejas e nos lares têm que incentivar e apoiar o estudante que se sinta chamado para a missão estudantil. Para participar de treinamentos  como o ERA, os adolescentes precisam de autorização dos pais e muitas vezes do apoio da igreja.

Compartilho abaixo, um depoimento de uma adolescente sobre a capacitação:

“Algo especifico para a nossa capacitação seria um treinamento de EBI, para que levemos os não crentes a tirarem suas próprias conclusões sobre a palavra de Deus. Precisamos também de ajuda na divulgação dos núcleos, de maneira que atraia os jovens adolescentes como sendo algo divertido para eles, que fuja dos padrões da igreja (culto), mas que aponte para Jesus.” Lizandra Resende de Souza, 17 anos, Juiz de Fora.

2 - Quais são os principais desafios do adolescente cristão?

Novamente, colhi algumas impressões neste último encontro regional de ABS. Gostaria de "deixá-los" dizer, primeiramente:

“Ser realmente diferente, fazer a diferença em uma roda de amigos e mais ainda falar do amor de Cristo e demonstrar esse amor para com aqueles que zombam da nossa fé, da nossa conduta e nossos valores.” Nicole, 15 anos, Caxambú-MG.

“O principal desafio de um adolescente cristão no mundo de hoje é a pressão que os amigos fazem, seja para beber, fumar, e etc., mas, além disso, nosso desafio também é ser um boa influência para nossos amigos” Anderson Vieira, 16 anos, Juiz de Fora.

Os adolescentes enfrentam nessa fase muita pressão dos colegas em relação à fé que assumem. Muitas novidades como sexo, drogas, bebidas, começam a invadir o mundo deles desde cedo, e a fé começa a ser questionada.  E a igreja coloca esses assuntos como proibidos e cria uma barreira para falar sobre eles. Mas muitos se sentem desafiados a seguir com a fé, e os adolescentes são muito apaixonados por aquilo que fazem.

O adolescente cristão quer mesmo ser diferente, ele é intenso e quer demonstrar o amor de Jesus para seus colegas, e esse desejo poderá culminar em um clubinho, em um grupo forte de ABS.

3 – Recentemente ocorreu o Encontro Regional de ABS (em Juiz de Fora, outubro). Como foi este evento? O que é importante na hora de organizar um treinamento para Absenses?

Foi pensando em capacitação para os adolescentes que a região Centro-Oeste marcou um encontro para receber estudantes de ensino médio. E foi muito importante para a região promover um encontro com o foco voltado para esses estudantes.

Os assessores, a diretoria regional e o grupo local que recebeu o encontro trabalharam na organização do evento. Pensamos em uma agenda que chamasse cada um para a responsabilidade de servir a Cristo sem colocar um peso sobre as costas do adolescente.

E é assim que temos que tratar o estudante em nossos encontros, sempre despertá-los para o compromisso com Cristo fazendo com que se sintam à vontade em assumir essa responsabilidade. E o que recebemos foram adolescentes apaixonados por Cristo, com um desejo imenso de demonstrar o amor de Cristo para seus amigos através de suas próprias atitudes.

4  - Após o Encontro, que avaliação vocês fizeram? O que foi muito positivo e o que pode melhorar?

O melhor do ERA de Juiz de Fora foi o relacionamento entre os adolescentes. Quando estão juntos eles se identificam, se sentem fortes, percebem que enfrentam os mesmo problemas, compartilham. E especialmente nesse encontro o relacionamento e o convívio foram bem marcantes, pois estávamos em 25 pessoas, e dentre eles 12 eram da ABS. O apoio da ABU foi muito importante também, eles se sentiram seguros; os universitários contribuíram bastante para o evento, servindo os estudantes da ABS. Esse serviço à ABS trouxe grande aprendizado para todos os estudantes universitários.

O ponto negativo foi a data escolhida - próxima ao ENEM e inicio de final de semestre. Para os estudantes do ensino médio, a data interfere muito. A divulgação do evento tem que ser bem feita, e temos que entrar em contato com os pais, para os mesmos se sentirem seguros quanto ao evento, pois a maioria é menor de idade. Quando divulgamos com antecedência, damos oportunidade aos pais de conhecer melhor o movimento.

5 - O que você espera para a ABS?

Meu coração é movido por Esperança. É fato que a ABS está crescendo, aliás, é resposta de oração. Portanto, investir em treinamentos de capacitação seria a melhor maneira de receber bem àqueles que estão iniciando a ‘carreira’ no ministério estudantil.

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