Entre nós

O que os estudantes dizem sobre a Bíblia?

Paulo Silas, Ellen Aquino, Luiz Lacerda, Ana Elizabete, Pedro Henrique e Kelyson Nunes são jovens que moram em diferentes cidades e que responderam a cinco perguntas sobre como utilizam as Escrituras.

“Crescemos em nossa relação com Deus, através do estudo pessoal da Bíblia e uma reflexão teológica profunda. Nós nos tornamos crentes que utilizam as escrituras e aplicam verdades bíblicas a sua vida” - é uma declaração do documento "Pedras Vivas" da Comunidade Internacional de Estudantes Evangélicos (CIEE) sobre as Escrituras e queremos que o nosso movimento estudantil brasileiro também esteja em sintonia com esta visão!

Confira as respostas dos estudantes:

Como o seu grupo local tem usado a Bíblia?

 

 

Ana Elizabete (Goiânia-GO): Além dos EBI's nos núcleos espalhados pelas faculdades da nossa cidade, o grupo local se encontra apenas uma vez por mês, então nestas reuniões sempre estudamos a Bíblia, seja por EB'Is ou por exposições bíblicas e debates. Nestes últimos meses estudamos o profeta Jonas. Como foi bom! Estevão, nosso secretário de comunicação, foi quem se preparou para dar as exposições bíblicas, lendo vários comentários e se debruçando um bom tempo sobre o texto bíblico.

Paulo Silas (Campinas-SP): O Grupo de Campinas-SP vem usando a Bíblia em todas as reuniões, que são praticamente quinzenais. Já nos núcleos, o projeto Lucas foi muito utilizado nos últimos três anos.

Ellen Aquino (Araranguá-SC):  Apesar do pouco tempo de existência do GB temos realizado estudos semanais, em sua maioria temáticos e sempre abertos a discussões. Um exemplo foi o período dedicado a estudar sobre o Amor (As vertentes tratadas por C.S.Lewis em "Os Quatro Amores").

Quais descobertas vocês têm tido em comum ?

Kelyson Nunes (Recife-PE): Uma prática bastante difícil é saber aplicar o conteúdo com as situações que se passam em nossas vidas. Quando estudamos em comunidade, partilhamos algumas experiências nas quais teria sido importante conhecer melhor aquele texto bíblico ou a doutrina expressa ali. Talvez a maior descoberta em comum é que a vida pautada nas escrituras, apesar de difícil ("no mundo tereis aflições"), é muito gratificante por termos a certeza de que a recompensa não vem de nós (ou por nós), mas é garantida pelo nosso Pai, o Criador ("mas tenham bom ânimo - eu venci o mundo").

Pedro Henrique (Uberlândia-MG): Sem dúvida, a Bíblia tem sido útil na prática da nossa fé. Deus tem falado conosco no sentido de que Ele nos capacita e, ao mesmo tempo, nos usa para anunciar o evangelho, por exemplo na vida de Jonas. A importância de sermos jovens exemplares e cientes de nossa liderança, como na vida de Timóteo. Temos nos alegrado com respostas de oração de um grupo que poucos anos atrás estava sendo reestruturado, e com a importância da comunhão entre todas as áreas do grupo, tais como: diretoria, assessoria auxiliar, "ex-eternos-abuenses", coordenadores dos núcleos, e todos os cristãos e não-cristãos que participam de alguma forma para fazer o movimento caminhar e crescer. Temos aprendido a importância da dependência de Deus, principalmente nesses últimos meses, nos quais temos trabalhado na logística do Curso de Férias.

Luiz Lacerda (Uberaba-MG): Há um tempo atrás estávamos orando pra que Deus nos ajudasse a fazer EBIs mais profundos, para serem trabalhados pelos núcleos. Como resposta obtivemos muito mais que EBIs mais "pesados". Tivemos também uma série de estudos, exposições e devocionais, que foram úteis para nosso crescimento. Além disso, nos sentimos cuidados por Deus, já que nesse processo, fomos exortados em vários aspectos da vida do grupo e em nossa própria vida que aparentemente não eram nocivos. Como resultado, nossa comunhão aumentou, novas pessoas foram atraídas a entrarem no movimento e estamos desenvolvendo o hábito de interceder e discipular uns aos outros. GLÓRIA A DEUS!

Vocês já viveram algum momento em que não houve compreensão do texto bíblico? Como resolveram?

Kelyson Nunes (Recife-PE):  Várias vezes tivemos divergências sobre o texto bíblico. Nestes momentos, nós paramos, conversamos e oramos para que Deus nos ajude a compreender os textos. Então alguém mais experiente se compromete a estudar, ou mesmo durante o estudo nos elucida a questão - normalmente, temos o nosso assessor para nos auxiliar, e damos glórias a Deus por isso!

Ellen Aquino (Araranguá-SC): Até o momento não houve algo nesse sentido. Mas creio que a melhor maneira é explanar e analisar em conjunto, sempre relevando a exegêse bíblica.

Luiz Lacerda (Uberaba): Para solucionar problemas buscamos orientação de pessoas mais experientes, como pastores, e literatura relacionada ao assunto.

Comente a frase (Pedras Vivas): “Crescemos em nossa relação com Deus, através do estudo pessoal da Bíblia e uma reflexão teológica profunda. Nós nos tornamos crentes que utilizam as escrituras e aplicam verdades bíblicas a sua vida”!

 

 

Ellen Aquino (Araranguá-SC): Cristo disse que se conhecessemos a Ele, conheceríamos o Pai. Assim, notamos que conhecer a Deus e aprofundar-se num relacionamento com Ele é claramente conhecer a Cristo. E o "único" modo de tomar conhecimento de Cristo é através das Escrituras. Sem uma profundidade, uma análise, compreendemos a Deus superficialmente. E semelhantemente devemos, a exemplo de Cristo, viver as práticas de uma vida cristã.

Paulo Silas (Campinas-SP): Está frase mostra a visão da ABU para os estudantes, ao oferecer em seus encontros uma reflexão teológica profunda e ensinar a leitura e estudo diário da Bíblia, através das oficinas de EBI, levando-nos a ter uma fé viva com Jesus, o que reflete em nosso comportamento social, incentiva o nosso chamado universal de levar as boas novas para os nossos amigos e inunda as universidades com a mensagem cristã e com o nosso sincero testemunho.

Pedro Henrique (Uberlândia-MG):  Já ouvimos por aí a famigerada expressão de que a Bíblia é o nosso manual.
Porém, é muito mais que isso. Não é um livro de consulta que, quando não soubermos passar por alguma situação, podemos adaptá-lo a nosso favor. É um livro que nos leva a aprendermos com tais situações, e somos levados a trabalhar não em nosso benefício, mas em prol da boa vontade do "Fabricante". E quanto mais estivermos familiarizados com a Palavra, viva e eficaz, lâmpada para os nossos pés, mais nos aproximamos do Criador e de sua boa, perfeita e agradável vontade.

Quais “descobertas” foram impactantes para você (pessoalmente) em relação ao estudo da Bíblia?

Ana Elizabete (Goiânia-GO):  Pessoalmente, o que mais me chamou a atenção nestes estudos (Jonas) foram o fato de Deus não ser um Deus tribal (um Deus que se preocupa só com Seu povo escolhido, mas com toda a humanidade), apesar de já saber deste conceito, nos debates observamos que nossas atitudes como evangélicos brasileiros tantas vezes têm sido como as atitudes de Jonas: "Deus é só nosso, e que os outros (sejam os que não se dizem cristãos, sejam os que nós discordamos que sejam cristãos) se lasquem, pois pecaram contra nós". E aí vem Deus, o verdadeiro, e nos ensina que o que Ele quer mesmo é misericórdia (por parte de quem tem autoridade) e arrependimento (por parte de quem pecou). E agora cabe a nós aprender Dele e ser como Ele, a caminhada é longa e nosso orgulho precisa ser quebrado.

Paulo Silas (Campinas-SP): Foram muitas e elas nunca acabam...Eu creio que entender a vontade de Deus para a minha vida pessoal e para a humanidade é uma delas, as palavras de Jesus são totalmente libertárias sobre os pecados e sobre sua graça. O plano da salvação até hoje faz os meus olhos escorrerem em lágrimas. A sabedoria divina também me intriga, não existe comparativos com a sabedoria humana...O estudo da Bíblia me ajuda aprofundar-me em Deus, mas realmente faz o meu coração desejar mudança e alimenta o meu espiríto.

Luiz Lacerda (Uberaba): Em uma de minhas leituras sistemáticas da Bíblia, comecei a meditar sobre o Salmo 8 em contraste com a narrativa de Gênesis, onde se descreve a criação. Esses dois textos falam do poder, honra, glória e domínio que o homem, ainda sem "cair", tinha. Entender o quão abrangente era esse domínio me fez perceber o tamanho da queda e, consequentemente, olhar pra Jesus e louvar a Deus. Somente em Cristo restauramos um pouco do que perdemos na queda, até que Ele volte e nos dê um corpo incorruptível. O plano de salvação é a chave para a humanidade restaurada, é Jesus. Pra mim, isso é impactante, pois mostra as coisas um pouco diferentes do que estamos acostumados escutar.

1 Comentário

Muito, muito

Muito, muito bom... Repassando! =)

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