Entre nós

Conhecendo e celebrando nossa história

Havia cinco anos desde o primeiro congresso nacional da Aliança Bíblica Universitária do Brasil quando Milton Azevedo Andrade participou da Assembleia Mundial da Comunidade Internacional de Estudantes Evangélicos (CIEE/IFES - sigla em inglês), em 1967.

Em um curso com o então secretário de literatura da IFES, Dr. Hans Burki, Milton ouviu a enfática afirmação da importância da literatura para o movimento estudantil.

"Eu já tinha um certo interesse por literatura e sempre tive muita facilidade para línguas. O Dr. Bürki foi, assim, aquele que me despertou para o campo literário. Aquela semente em mim um dia germinou e o resultado foi a criação de uma Comissão de Literatura na ABUB em 1973, em que eu participei, com Bill McConnell e Neuza Itioka", partilha Milton Andrade sobre os primeiros passos para a criação da ABU Editora.

O Dr. Hans Burki havia feito preleções em várias universidades brasileiras, com diferentes temáticas relevantes ao contexto universitário: “Busca humana por um significado na vida”, “Psicologia e realidade da fé cristã”, “O intelectual ante o problema da fé”, dentre outros. Algumas destas palestras foram posteriormente transformadas em livretos.

Neuza Itioka no relato de Encarnando a Palavra Libertadora descreve sobre as primeiras ações para a publicação de conteúdo, antes mesmo da fundação da ABU Editora:

"Os primeiros passos na produção de livros teriam que ser feitos em co-edição com outras editoras, já que a ABUB não dispunha nem de experiência nem de registro como distribuidora. Assim, produziu-se inicialmente o livro 'Como compartilhar sua fé', de Paul Little, em co-edição com Vida Nova; e o livro 'A Morte da Razão', de Francis Shaeffer, em conjunto com a Editora Fiel.

Os planos de produção eram, porém, bastante ousados. Enquanto Milton Andrade trabalhava na editoração de novos títulos, Bill McConnell administrava uma campanha para angariar fundos para literatura, tanto através de ofertas como de empréstimos, do Brasil e do exterior. A seu encargo ficavam ainda as atividades de produção, em contato com as outras editoras”.

Em 1974 a Comissão de Literatura passou também a ser composta por Silêda Steuernagel e John Griffin e em 02 de março do ano seguinte foi registrada oficialmente.

Bill McConnell assumiu a primeira função de Editor e participou dos primeiros processos de organização, como a escolha do nome, estratégias para vendas entre os estudantes:

"A literatura cristã brasileira da época não alcançava o estudante universitário de maneira adequada, e por isso a decisão de começar a publicar algo no Brasil já foi tomada mesmo antes de eu chegar no Brasil.

Porém, meus colegas da InterVarsity Press nos Estados Unidos me avisavam que a publicadora não se sustentaria somente com a distribuição entre os estudantes. Também seria necessário distribuir através de livrarias, distribuidoras, etc. De fato, as venda aos estudantes representavam só uns 20 por cento da renda; as vendas fora deste campo, além de servir para manter a Editora, também promoviam a obra estudantil de uma maneira muito positiva".

O contexto político do Brasil era o da Ditadura Militar e o secretário geral da ABUB entre os anos de 1976-84, Dieter Brehpol, descreve este cenário:


“Na época as publicações foram fundamenta
is para lançar os primeiros escritores nacionais evangélicos de conteúdo reflexivo. ABU Editora foi agente histórico central em trazer posteriormente o Pensamento Lausanne (publicando os cadernos do Congresso de 1974) e a Visão de Missão Integral ao Brasil. Foram dias decisivamente protagônicos quando a igreja evangélica vivia entre a Teologia da Libertação emergente e a grande maioria apoiadora da ditadura militar! A ABU, bem como a Editora, pagaram um altíssimo preço por seus posicionamentos de fidelidade à escritura, respeito ao contexto e busca por resposta e vivência profética na sociedade, igreja e a vida pessoal, não só de estudantes e profissionais, mas na formação de um movimento nacional de unidade da Igreja”.

A função de “editor” foi ocupada por Bill McConnell, de 1973 a 1986, John Griffin, de 1987 a 2000, Fred U., de 2000 a 2008 e Gustavo da Hora, de 2009 a 2011. Desde então as responsabilidades desta função tem sido partilhadas com a diretoria nacional, secretaria executiva e o assessor administrativo da ABU Editora, Norberto Riback.

Até agora a editora já publicou impressos como o Jornal Kairós e mais de 130 livros e livretos. Destes, 70 títulos estão disponíveis para a venda. Hoje mantém um acordo com a Editora Ultimato, que faz a divulgação, comercialização e a expedição dos livros.

“Como parte da diretoria, principalmente como presidente, vivi momentos de dilema quanto ao futuro da Editora. Chegou o momento em que os custos eram maiores do que as vendas e as reservas começavam a esgotar-se. Na diretoria orávamos por isso e gastávamos muito tempo analisando as possibilidades. Finalmente decidimos reduzir o quadro de funcionários (em que ficou somente o Norberto Riback, nosso companheiro desde o início). Não tínhamos, então, condições de avançar em publicações e projetos. Foi aí que surgiu a oportunidade de parceria com a Ultimato, editora cristã administrada por irmãos com a mesma visão que nós. Compreendemos que a mão de Deus estava viabilizando, naquele momento, a continuação de tão importante ministério”,
partilha José Miranda (membro da Diretoria Nacional de 1986 até 2012, ocupando diferentes funções).

Um pouco mais sobre a Editora:

Este informativo traz várias vozes sobre o nosso ministério de Literatura: uma reflexão sobre a nossa identidade, sonhos e esperança – com a primeira vice-presidente da ABUB, Daniela Frozi; o relato do profissional André e da estudante Sarah sobre o modo como as publicações auxiliaram no crescimento e compreensão da fé cristã; entrevistas sobre os primeiros anos com Bill McConnel e o belo testemunho de serviço do Norberto Riback; e, finalmente, as experiências de Fred U. com os estudantes e um “dedo de prosa” com as histórias do Ziel Machado.

Linha do tempo de publicações

Conheça na apresentação todas as publicações da ABU Editora, desde os primeiros livretos aos dias atuais:

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