Entre nós

A benção mútua

Lucas Slobodticov
Igreja Batista de Vila Mariana (SP) / ABU São Paulo / PUC

 

Minha trajetória com o movimento estudantil se iniciou em 2010, no ensino médio, quando formamos entre os amigos um grupo de ABS. Lá tivemos a oportunidade de falar do Evangelho a professores, colegas e funcionários da escola. E esta experiência me motivou intensamente a prosseguir na missão estudantil.

Lembro-me que pela ABS trabalhávamos juntos na  Escola Bíblica de Férias em um lar de crianças, tínhamos um jornalzinho que circulava na escola, nos reuníamos em oração, além dos encontros semanais. Embora fosse uma escola pública e com certa resistência ao Evangelho, Deus havia nos proporcionado experiências incríveis na missão estudantil.

Muito embora eu tivesse vivenciado tais experiências, lembro-me especialmente de uma dificuldade que enfrentava nesta época. Poucas pessoas da minha igreja sabiam do trabalho missionário que desenvolvíamos.

Um dos pastores à época, questionou-me do motivo pelo qual eu não compartilhava dessas ideias com os irmãos. Acrescentou que o compartilhar fazia parte da missão e que isso contribuiria para o desenvolvimento do Corpo local.

Comecei a refletir e a trazer a realidade do movimento estudantil missionário para dentro da minha igreja local, o que a longo prazo trouxe ótimos frutos.

Depois de me formar no ensino médio ingressei na universidade, onde me envolvi com a ABU.

Embora eu tivesse aprendido a compartilhar da missão estudantil em minha igreja, eu ainda enfrentava outra dificuldade. Eu estava negligenciando a comunhão com  minha igreja por causa da ABU.

Havia ocasiões em que ficava cerca de três finais de semana sem ir à igreja porque eu estava viajando pela ABU e lembro-me que quando eu retornava era como se eu fosse um visitante em minha própria igreja. Era uma sensação horrível.

Um outro pastor da juventude, desenvolveu um papel fundamental para trazer a realidade da missão estudantil à igreja local. 

Após as insistentes exortações para que eu não negligenciasse a vida da igreja, aprendi que o testemunho da  missão estudantil  para ela será uma realidade a partir da hora em que nós, abuenses, nos comprometermos a servirmos e estarmos em comunhão com nossas igrejas locais.

Começaram a surgir, então, as oportunidades para o despertamento de missões dentro da minha igreja. O pastor  de jovens criou um grupo de missões para a juventude, o que abriu muitas portas para envolvê-los na missão estudantil, sendo que hoje grande parte dos nossos universitários fazem parte de um núcleo da ABU e os que ainda não estão na faculdade conhecem de alguma forma o movimento estudantil.

O relacionamento pastoral foi e tem sido fundamental para meu amadurecimento como cristão. Comecei a perceber que quando o Lucas está na universidade falando do Evangelho ele não está lá sozinho. A igreja em que ele congrega está chegando até a universidade.

Hoje, por causa da insistência de meus pastores para que eu olhasse para minha própria igreja como eu olhava para o movimento estudantil, a missão se encontra partilhada com todos os meus irmãos. Temos muito mais missionários na missão estudantil.

Com certeza, o meu envolvimento com a igreja local reflete diretamente na missão: mais irmãos são incentivados a missões. Mais pessoas são encontradas aos pés da cruz.

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