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Fracos, porém fortalecidos

Sob o tema “Onde os fortes não têm vez”, aconteceu mais uma edição do Instituto Preparatório de Líderes

Por Carol Rios

Ocorreu entre os dias 15 de janeiro e dois de fevereiro em Vila Velha (ES) o Instituto Preparatório de Líderes (IPL). Neste ano, I e II Samuel foram os livros estudados no maior evento de capacitação da ABUB. O principal assunto, poder, permeou os 19 dias de programação.

Foi necessária uma preparação prévia para a participação no IPL. Os 69 estudantes brasileiros e internacionais precisaram ler e resenhar os livros A Missão do Povo de Deus, A Vida que Ninguém Vê, Nem Monge Nem Executivo e O Compromisso da Cidade do Cabo. Também foi necessário escrever uma carta de caminhada cristã e de intenção, além preparar Estudos Bíblicos Indutivos em textos de Samuel. As expectativas e ansiedade eram inevitáveis. Thais Reis estuda engenharia bioquímica em Lorena (SP) e foi ao IPL motivada pela busca do aprendizado, paixão pela missão e troca de experiências. “Esperava voltar cheia de empolgação, novas ideias e mais de Deus”, afirma.

Durante os dias que se seguiram, palestras, exposições, oficinas, silêncios reflexivos e estudos bíblicos alimentaram mente e coração dos ipelenses. “Deus pode usar esse espaço de formação para nos falar de diversas questões, sejam anseios trazidos na alma ou em corações quebrados com o fim de serem restaurados”, afirma Alice Machado, licenciada em música e estudante de pedagogia em Sorocaba (SP). 

Os dias intensos contaram com a participação de convidados locais e obreiros. As relações de poder nas mais diversas esferas da sociedade, como no cinema, meio acadêmico e corporativo, na mídia e na literatura, foram o tema principal das palestras. Oficinas como liderança, mobilização de recursos, sexualidade e evangelho na sociedade fizeram parte da programação. Nos silêncios reflexivos, os participantes puderam meditar naquilo que foi ouvido até então e compreender melhor a voz de Deus. 

Para aplicar todos os aprendizados adquiridos, houve a Parte Prática, momento em que os estudantes vão para igrejas e comunidades locais ajudar no que for necessário. Alguns dias antes de ir a campo, os grupos precisaram se planejar de acordo com a demanda de trabalho. Chegado o momento, aconteceram Escolas Bíblicas de Férias, cultos, oficinas, atividades evangelísticas, exposições bíblicas e até a construção de uma casa. Para Jefferson Barreto, estudante de ciências da natureza em São Paulo (SP) este período foi muito importante para que ele percebesse seu chamado missionário não somente na universidade, mas em outros lugares. Já Anusha Correia, estudante de direito em Aracajú (SE), percebeu que não é preciso muito para ser feliz e se sentiu mais servida do que foi para servir. “Eram pessoas simples e com um coração imenso”, afirma. 

Também faz parte do IPL a troca de experiências, em especial por causa das diversas regiões nacionais e até mesmo outros países ali presentes. Andre Seoane, do Uruguai, se sentiu abraçado pela hospitalidade. Teve dificuldade com o português, mas foi surpreendido com o carinho e paciência das pessoas ao corrigi-lo. Para ele, “um estrangeiro em terras brasileiras, essas correções foram uma manifestação do amor de Deus”.

As lições levadas para casa foram diversas. Em Thais, o IPL provocou a maior busca pelo cumprimento da vontade de Deus em sua vida. Para Anusha, algumas dúvidas antigas foram esclarecidas e importantes amizades foram feitas. Além disso, ela aprendeu mais sobre liderança e missão. Alice pode reconhecer melhor suas fraquezas e foi tratada e capacitada na área da liderança. Andre percebeu a necessidade de exteriorizar as fragilidades a outros. Já Jefferson teve sua visão de mundo aberta e preconceitos quebrados. “Esse IPL me fez entender que a minha fraqueza é para que o poder de Deus se aperfeiçoe em mim”, conclui.

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