Colhemos o que plantamos

"Lembrem-se: aquele que semeia pouco, também colherá pouco, e aquele que semeia com fartura, também colherá fartamente. Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria." 2 Coríntios 9.6-7

Quem semeia pouco colhe pouco e quem semeia com fartura colhe com fartura. “Semear”, obviamente, é uma figura de ofertar. Nesse caso, o que devemos esperar “colher”? Não devemos interpretar o ponto de Paulo muito literalmente, como se dissesse que quanto mais dermos, mais teremos. Não. Cada um de nós deve dar “conforme determinou em seu coração”, nem com relutância, nem sob compulsão, mas sem avareza, porque “Deus ama quem dá com alegria”. Vamos parar um pouco nesta frase: “conforme determinou em seu coração”. Há aqui um senso de convicção estabelecida acerca de quanto ofertar; de uma decisão obtida após consideração cuidadosa e sempre com alegria e satisfação.

Nossa facilidade de programar uma transferência bancária, tanto para ofertas à igreja como para ofertas missionárias, devia ficar bem dentro disso. Somos lembrados novamente aqui da importância de “decidir”. Raramente é necessário ofertar no calor do momento. É muito melhor tomar tempo e buscar aquela convicção estabelecida.

Se dermos nesse espírito, o que acontecerá? Que colheita podemos esperar? A resposta é dupla: “Deus é poderoso para fazer que lhes seja acrescentada toda a graça” de modo que vocês tenham “em todas as coisas” (não necessariamente em coisas materiais) tudo o que é necessário; para que vocês “transbordem em toda boa obra” porque aumentarão suas oportunidades para mais serviço. Como diz o salmista, a conseqüência da oferta aos pobres é ter uma justiça que dura para sempre (Salmo 112.9). 

John Stott,do livro A Igreja Autêntica