Contribuir é um privilégio

No inicio do ano uma estudante na região norte sentiu-se desafiada a pensar sobre seus medos em contribuir para missão estudantil, a tomar a iniciativa de doar, mesmo com poucos recursos e animar a outros estudantes a fazerem o mesmo.

Acompanhe alguns trechos que selecionamos da reflexão dela.Você poderá ler o texto completo no link ao final do informativo.

 

Contribuir é um privilégio

Por Steffi  de Castro

Quando entrei na diretoria da região norte da ABUB deparei-me com um grande desafio: a sustentabilidade da nossa região. E, pensando nisso, comecei a avaliar a maneira como eu lido com esse assunto: dízimos, ofertas, doações, enfim, a minha “vida” financeira.

Para começar, lembrei que umas das críticas que mais tecem aos evangélicos em geral é: “Só pensam em dinheiro!”, “Essa igreja só quer é o dinheiro do povo!”... Isso acontece por conta de um estereótipo que é veiculado cotidianamente nas redes de comunicação e alimentado pelos deslizes de muitos que deveriam ser exemplo. Então comecei a me perguntar: “Como vou saber que o dinheiro que vou dar vai ser bem usado?” É uma pergunta justa.

Além disso, comecei a pensar em minha própria relação com o dinheiro: sempre tive muita vergonha de pedir dinheiro aos meus pais, por isso desde os 13 anos comecei a trabalhar para conseguir meus trocados. E se tenho dificuldades de pedir aos meus próprios pais, que dirá a outras pessoas! Como posso ofertar com alegria se não consigo receber com alegria?

Não podemos excluir o dinheiro das nossas vidas, é um fato. O que nos resta é saber viver bem com ele. Ele não deve ser uma prioridade, deve servir às nossas. Deve servir aos propósitos de Deus, porque Ele é Senhor de TUDO.

Decidi perguntar-me todos os dias: “A quem estou servindo?" (Lucas 16:13). Numa sociedade onde as pessoas vivem escravas dessas relações de consumo e têm grandes sofrimentos por causa disso, nossa conduta com relação à maneira com que vivemos com o dinheiro que temos também reflete o evangelho. Ofertar também faz parte da missão.

Depois de refletir sobre essas questão decidi quebrar estes tabus na minha vida, começando por me tornar uma doadora regular para a minha região e me organizando para isso. Por que decidi isso? Bem, primeiro, quero ter certeza que o pouco que posso oferecer vai ser bem usado, e eu sei que vai, pois conheço as dificuldades e vejo os frutos que Deus tem permitido que sejam colhidos nesta missão.

Nossa região é a maior do Brasil, a questão geográfica influencia muito nossas finanças, afinal, passagens aéreas para Manaus, por exemplo, são bem caras. Isso, muitas vezes, dificulta a participação das pessoas nos eventos regionais e nacionais, e, principalmente, a própria locomoção do nosso assessor. Se eu sei de tudo isso, se eu vejo o trabalho, se eu conheço as pessoas que têm suas vidas transformadas pelo trabalho da ABU, como não ajudar, como não fazer a minha parte?

Lembre-se de Paulo falando à igreja de Corinto:

“Todavia, assim como vocês se destacam em tudo: na fé, na palavra, no conhecimento, na dedicação completa e no amor que vocês têm por nós, destaquem-se também neste privilégio de contribuir.” - 2 Coríntios 8:7-8