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Praticando a presença de Cristo


Rebecca Pippert (Cap. 8 do livro "Out of the Saltshaker&into the World", IVP)

 

Eu estava andando no aeroporto O'Hare em Chicago, há pouco tempo atrás, quando minha bolsa caiu e minhas coisas se esparramaram no chão. Eu estava colocando tudo dentro de novo quando uma mulher com um bebê me perguntou que horas eram. Então ela, tensa e nervosa perguntou: "Você sabe onde posso comprar alguma bebida?".

Eu não sabia. Mas eu olhei seu rosto, vi que ela estava perturbada. Então eu me levantei e comecei a conversar com ela.

Ela rapidamente me interrompeu, perguntando: "Você sabe quanto deve custar uma bebida aqui?".

Eu vi que não estávamos chegando a lugar algum e, de repente, eu me ouvi dizendo, "Bem, eu não sei, mas você gostaria de procurar comigo um bar?".

"Puxa, você poderia? Eu realmente gostaria da sua companhia", ela respondeu.

Então nós saímos. E por todo o caminho eu ia me censurando por isso - indo a um bar à tarde com uma completa estranha. Que situação constrangedora! Então eu pensei, "O que Jesus faria numa situação como essa?".

Esse é justamente o ponto. O que Jesus faria?(…)

Freqüentemente somos cegos. Nós agimos como se os que estão à nossa volta não fossem realmente pessoas como nós. Se os vemos sangrando, nós achamos que não está realmente doendo. Se os vemos sozinhos, nós dizemos para nós mesmos que eles gostam de ficar assim.

Mas Jesus quer curar nossa visão. Ele quer que vejamos que nosso vizinho, ou a pessoa sentada ao nosso lado no ônibus ou na sala de aula não são interrupções na nossa agenda. Elas estão lá por mandato divino. Jesus quer que vejamos suas necessidades, sua solidão, seus anseios, e ele quer nos dar coragem para que os alcancemos. Se queremos fazer isso nós precisamos fazer duas coisas: assumir os riscos e se envolver com as pessoas abaixo da superfície.

Tomar a iniciativa nos abre para o risco da rejeição. Deixar as pessoas entrarem em nossas vidas é assustador, mas um ingrediente essencial no evangelismo. É arriscado abandonar nossas capas de proteção a fim de penetrar na vida dos outros. No aeroporto eu me perguntei o que eu deveria fazer agora, num bar, com uma mulher ansiosa que eu tinha acabado de conhecer. Eu percebi que Jesus provavelmente estaria mais preocupado no por que ela precisava de uma bebida do que no fato de ele estar indo num bar. Eu sabia que se eu não estivesse à vontade enquanto ela segurava uma bebida em sua mão e se não permitisse que Deus me guiasse ao que ele percebia como campo de missão, então eu não seria muito eficaz em comunicar o amor incondicional de Deus.

Depois que nós encontramos o bar, levou apenas alguns minutos antes que ela começasse a contar porque ela tinha decidido deixar seu marido. Seu marido, que não sabia de sua decisão, iria encontrá-la no aeroporto de Michigan. Ela estava aterrorizada imaginando a reação dele e se sentia completamente só. "Mas é ridículo eu estar falando isso para uma estranha. Como deve estar sendo entediante para você me ouvir!", ela comentou no meio da conversa.

A parte mais triste era sua inabilidade óbvia de acreditar que alguém se preocuparia com ela. Ela não confiava em quase ninguém. Quando eu mencionei a ela um problema que eu pude identificar, ela disse, "Então é por isso que você age como se importasse. Escute, você não tem medo de acompanhar estranhos como eu? Você deveria ser mais cuidadosa."

Quando eu comecei a falar com ela quem Deus era e que ele é quem me levava a situações como essa, ela parecia se prender a cada palavra. Logo estávamos indo para o seu avião, mas eu estava inquieta. Eu queria dizer a ela o quanto eu tinha sido tocada por seus problemas e que Deus se importava profundamente com ela. Mas ela era tão fria e defensiva que eu temi sua rejeição. Finalmente, no portão de embarque, eu peguei em sua mão e disse, "Escute, eu quero que você saiba que eu realmente me importo com você e eu estarei orando por você no minuto em que você chegar lá."

Ela me olhou fixamente, espantada. Então, virando-se, ela disse, "Hum... me desculpe - eu apenas não sei lidar com amor," e foi embora.

O encontro não foi um sucesso estrondoso, mas eu sabia que tinha sido obediente. Ser um cristão significa assumir: o risco do nosso amor ser rejeitado, mal compreendido ou mesmo ignorado. Agora, eu não estou sugerindo que corramos para o bar mais próximo por Jesus. Mas se você se encontrar em uma situação em que você acredita que Deus o colocou, então aceite o risco por sua causa.

Nós precisamos ver abaixo da superfície. Não devemos nunca presumir que uma pessoa não está aberta ao cristianismo. Mais de uma vez eu tenho visto que as que menos aparentam são as que estão mais abertas para Deus.

Há muitos anos atrás, eu estava em um ônibus sentada ao lado de uma mulher com mais de 60 anos. Sua face era dura, muito maquiada, fumava um cigarro atrás do outro, e seus olhos pareciam vazios. Eu iniciei uma conversa, mas suas respostas eram curtas e frias, então desisti e comecei a trabalhar numa palestra que eu iria proferir. Eu pensei que teria muito tempo para fazer isso porque ela estava espiritualmente fechada.

Poucos minutos depois, para minha surpresa, ela disse, "O que você está fazendo? Você parece muito ocupada. O que você está escrevendo?"

Eu tentei evitar responder sua questão diretamente, porque eu estava certa de que ela não iria entender. Mas ela disse, "Claro que é um dia agradável. Mas o que você está fazendo?"

Engoli seco, e lhe falei qual era a minha profissão e que eu estava preparando uma palestra para uma comunidade cristã.

"Você trabalha para Deus, hein?", ela respondeu cinicamente.

Eu sabia que isso era um ponto final, então eu disse, "Diga-me o seu nome. E o que você faz?"

Ela disse, "Meu nome é Betty. Escute, eu também sou muito ocupada, como você. Tenho muitos amigos. Eu nunca tenho um momento para mim mesma. Naturalmente eu... ah... bem, eu vivo sozinha. Mas eu tenho tantos hobbies que eu nem percebo isso." Sua resposta era tristemente reveladora.

"Sabe, eu nunca vivi sozinha. Acho que eu tenho um pouco de medo de ficar só," eu disse.

Repentinamente ela se virou em seu assento e olhou para mim vividamente. "Olhe, garota. Você fala sobre solidão? Eu sou tão só que eu quero morrer. Metade do tempo eu penso que eu já morri. O que eu disse sobre muitos amigos? Não, não os tenho. Ninguém se importa. Meu coração está doente, e quando eu não me sinto bem eu saio de casa, porque se eu morrer, pelo menos alguém saberá. Você fala sobre Deus. Eu vou te dizer uma coisa. Eu vim aqui ver um homem. Eu acho que ele gostava de mim. Ele era sozinho como eu e tínhamos começado uma amizade. Eu liguei em seu apartamento e ele não atendeu. Então eu liguei pro porteiro e perguntei a ele se Jack estava lá. Ele me disse para esperar. Quando ele voltou ao telefone, ele disse, 'Oh, Jack está aqui. Mas ele está morto. Parece que ele morreu há alguns dias. É uma vergonha. Eu vou cuidar disso. Tchau.' É isso que vai acontecer comigo? Estarei morta no chão por dois dias e ninguém saberá? O que o seu Deus diz a esse respeito?"(...)

Eu murmurei algo como, "Faz você se perguntar se realmente existe um Deus, não é? Faz você se perguntar em que mundo Jack está agora."

Ela respondeu, "Eu continuo me perguntando isso. Mas não encontro resposta. Tenho me questionado sobre isso continuamente desde que ele morreu. "

"Quando você soube que Jack tinha morrido, Betty?", eu perguntei.

"Ontem à noite. E fiquei acordada a noite inteira perguntando ao silêncio essa resposta", ela disse.

Eu queria chorar. Não apenas por sua tragédia, mas por minha cegueira e pela bondade de Deus para comigo. Eu queria ignorá-la por achar que era espiritualmente fechada, para então poder escrever minha palestra sobre evangelismo. Mas ela estava fazendo profundos questionamentos, numa oportunidade para que Deus a alcançasse.

Disse a ela que nunca tinha sentido uma dor como essa. Mas que conhecia outros que que experimentaram a tristeza da solidão. Falei-lhe de alguém a quem Deus deu sentido à vida, apesar de seu sofrimento. Betty me olhou com esperança por poucos segundos, então disse tristemente, "Você é tão jovem, tão jovem."

A conversa se direcionou a outros assuntos. Eu tentei pensar em uma maneira de revelar o amor de Deus. Mais tarde, na conversa, eu disse, "Escute, eu venho à Salem regularmente. Você gostaria que eu a visitasse quando vier?"

Foi a segunda vez que ela se animou. "Você realmente viria? Claro que eu gostaria. Escute, eu também sou uma boa cozinheira! Você poderia conhecer meu cachorro. Nós vamos ter um ótimo tempo!"

Mas quando nós chegamos em Salem, ela se fechou novamente. Assim que saímos do ônibus e ela abriu a porta da estação, ela disse, "Bem, criança, foi ótimo ter te conhecido. Nós nos vemos por aí." E ela foi andando embora. Um pouco mais adiante ela parou, virou-se, e olhando para mim com desespero disse, "Oh, Deus, Becky. Não se esqueça de me ligar. Por favor, não me esqueça." E ela se foi.

Eu sentei num banco e chorei. Eu queria um final feliz para essa história, mas não aconteceu. Eu a visitei. Gastei noites com Betty e seu cachorro. Trouxe estudantes para conhecê-la, e eles a amaram mais consistentemente e fielmente do que eu. Do que eu sei, Betty apenas recebeu. Ela nunca deu. Talvez ela não fosse capaz disso. De fato, ela nos usou.(...) Ela soube da fonte do nosso amor. Ela soube de Jesus. Mas ela nunca escolheu segui-lo, pelo menos enquanto nós a conhecemos. Eu a encontrei e a deixei como uma mulher solitária.

Betty não foi perda de nosso tempo. Ela era importante para Deus e importante para nós. Nós não falhamos. Mas não podemos fazer ninguém se tornar um cristão. Nós não somos julgados pelo nosso sucesso, mas por nossa fidelidade e obediência, apesar de ter sido uma obediência dolorosa e custosa para nós.

Nós nunca devemos presumir que as pessoas são como aparentam. Todos nós temos necessidades. Como Betty, a maioria de nós experimentou alguma forma de rejeição. Nós queremos ser tocados, ser apreciados, saber que somos especiais, mas não sabemos como pedir isso. Quando somos machucados, temos áreas sensíveis, como feridas abertas que nos fazem morrer de medo de sermos tocados e de nos expormos, apesar de ser isso o que mais desejamos. O que nós precisamos é de alguém que aja como Jesus, nos alcance, coloque seus braços ao nosso redor e diga "Venha para casa comigo. Eu me importo com você. Eu quero estar com você."

Isso é algo para o que nós somos chamados a fazer. nós não devemos esperar sermos curados, amados, e então alcançar os outros. É possível que um dos primeiros passos em direção à nossa cura vai se dar quando formos em direção a uma outra pessoa. Quando nós vamos além da superfície de uma pessoa, nós geralmente descobrimos um mar de necessidades. Nós precisamos aprender a interpretar as necessidades corretamente, assim como Jesus.(...)

A mulher samaritana teve cinco maridos e agora estava vivendo com um sexto homem. Os discípulos a olharam e pensaram, "Esta mulher? Se tornar uma cristã? Não tem jeito, olhe como ela vive!" Mas Jesus a olhou e teve uma conclusão oposta.(...) Não foi a necessidade dessa mulher por afeto que o alarmou, mas a sua busca em responder sua necessidade. Além disso, Jesus viu que sua necessidade indicava fome de Deus. Ele parecia dizer aos seus discípulos, "Vejam o quão arduamente ela está tentando encontrar a coisa certa nos lugares errados."

Quantos homens e mulheres samaritanos você conhece? Onde quer que eu esteja, eu vejo pessoas procurando freneticamente pelas coisas certas em todos os lugares errados. A tragédia é que minha resposta inicial é desconsiderar e presumir que eles nunca vão se tornar cristãos. Nós devemos nos perguntar, "Como eu interpreto as necessidades e estilo de vida de meus amigos? Eu olho para eles bebendo e transando e digo, 'Isso é errado' e vou embora? Ou eu vou além de suas máscaras e descubro por que eles fazem isso? E então, eu tento amá-los onde eles estão?"

A fim de estabelecer uma relação de confiança com as pessoas, nós devemos amá-las com a bagagem que elas trazem. Nós precisamos aceitá-las onde estão, sem comprometer nossos padrões cristãos.

Nós precisamos viver a tensão de sermos chamados para identificarmos os outros sem sermos idênticos a eles.

Uma menina se mudou para o apartamento debaixo do meu em Portland, Oregon. Toda vez que eu a via ela estava indo para uma festa. Nós trocávamos palavras amigáveis e um dia ela me disse, "Becky, eu gosto de você. Você é jóia. Que tal nos encontrarmos semana que vem e fumarmos um baseado, o.k.?"

Eu respondi, "Puxa, obrigada! Eu também gosto de você, eu adoraria gastar um tempo com você. Na verdade eu não gosto de fumar, mas a gente poderia fazer alguma outra coisa."

Claro que ela me olhou um pouco surpresa, não tanto porque eu não fumo baseado, mas porque eu expressei prazer ao pensar em gastar um tempo com ela. Eu poderia ter dito a ela, "Eu sou cristã e eu não quero saber dessas coisas", mas eu queria afirmar o que eu podia fazer sem abrir mão dos padrões cristãos. Muito freqüentemente nós espalhamos o que "não fazemos" quando deveríamos estar tentando descobrir pontos de contato genuínos. A maioria de nós tende ou a se superidentificar e se misturar de tal maneira que ninguém pode dizer que somos cristãos ou a nos separar, nos guardando seguros, mantendo pouco contato com o mundo. Nós devemos reconhecer qual é a nossa tendência e lutar contra ela.

Há algumas coisas que não devemos fazer. Um teste é se a atividade viola um princípio da Bíblia. Outro é se estamos violando nosso próprio senso de pureza. Aqui é importante nos conhecermos.

Nós precisamos saber onde somos vulneráveis. Na maioria das circunstâncias é perigoso nos colocarmos no que sabemos ser uma tentação real, mesmo que digamos que pedimos a Deus força para vencer a tentação. Freqüentemente estudantes me dizem que entraram em situações perigosas porque eles sentiram que eram as únicas pessoas que podiam testemunhar ali. Eu acredito que devemos assumir riscos como cristãos. Mas Deus não nos chama para situações em que ele sabe que nós não conseguimos lidar. Ele pode achar uma outra pessoa para ir ali que não lute nessa área.

Nós temos liberdade de falar. Isso também significa que nós temos a liberdade de sermos nós mesmos. Fique contente com o temperamento que Deus te deu e o use para os seus propósitos. Deus fez alguns de nós tímidos, outros extrovertidos. Nós devemos louvá-lo por isso. Mas se você é tímido, se lembre que sua timidez não é uma desculpa para evitar relacionamentos; pelo contrário, isso significa que você vai amar o mundo de uma maneira diferente que um extrovertido.

Uma garota me disse uma vez que era terrivelmente tímida. Só de pensar em falar com alguém ela ficava aterrorizada. Mas ela era uma cristã comprometida e sabia que tinha de achar caminhos para se relacionar. Percebeu que não deveria pedir a Deus para torná-la extrovertida. Mas ela orou pedindo a liberdade de olhar para fora, não para si mesma.(...)

O que me impressionou nela foi a eficiência de seu testemunho não-verbal. Ela falou com seus amigos sobre Jesus. Mas ela o demonstrou de maneiras diferentes também. Ela trabalhou para vencer sua timidez, mas descobriu que tinha o dom da serenidade. Pessoas se aproximavam dela porque sua presença trazia paz. Ela nunca teria percebido esse dom se não tivesse passado pelo processo doloroso de tomar iniciativa. Ela trabalhou nos limites de sua timidez, mas nesse processo Deus a abençoou com os dons de sua timidez.

É desalentador ouvir as pessoas dizerem que para mim é fácil evangelizar porque sou extrovertida. Ser extrovertida não é essencial para o evangelismo - obediência e amor são. Há muitas pessoas que eu nunca pude alcançar e eu provavelmente as intimidei por ser expansiva. Deus irá usar outros cristãos para alcançá-los. Mas não me sinto culpada por isso porque Deus não é glorificado em minha vida se eu tento ter a personalidade do meu melhor amigo. Eu preciso ser quem eu fui criado para ser. E preciso me relacionar com os outros de uma maneira sensível à pessoa com quem estou falando e consistente com minha própria personalidade.(...)

Mas você pode dizer que de fato tomar a iniciativa não é natural para você. Você é uma pessoa tímida. Na verdade, a habilidade de sairmos de nós mesmos e servirmos ao outro não é natural para ninguém. Mas ficarmos sentados e não fazermos nada não é uma opção. Nós somos chamados para amar, para servir, para identificar a necessidade e responder a ela. Não é fácil para ninguém, mas é o que o Espírito Santo nos ajuda a fazer a fim de nos tornarmos mais parecidos com Jesus. No entanto, na maneira de exercitar o nosso amor, no modo que encontramos para demonstrá-lo, na maneira que compartilhamos Cristo com os outros nós podemos escolher um estilo adequado a nós. Nós podemos tomar a iniciativa, seja discreta ou expansivamente.

Não devemos nos transformar, como John Stott falou, um cristão "coelho-na-toca" - o tipo que coloca sua cabeça fora do buraco, deixa seu colega de quarto cristão pela manhã e corre para a aula, procura freneticamente um colega cristão para sentar ao seu lado (uma maneira estranha de encarar um campo de missão). Assim ele procede aula após aula. No refeitório, ele se senta com os cristãos numa grande mesa e pensa, "Que testemunho!" De lá ele vai para o seu estudo bíblico, onde são todos crentes. E quem sabe ele ainda chega a tempo pra reunião de oração onde os crentes oram pelos não-crentes do seu andar. Então à noite ele volta rapidamente para junto de seu colega de quarto cristão. Seguro! Ele atravessou o dia e seus únicos contatos com o mundo foram aqueles corajosos períodos entre uma atividade cristã e outra.

Que perversa reversão do mandamento bíblico de ser sal e luz do mundo. O cristão "coelho-na-toca" permanece ilhado e isolado do mundo quando ele é ordenado a se infiltrar nele. Como podemos ser sal da terra, se nós nunca saimos do saleiro? (...)

Nós somos sal e luz. Nós fazemos diferença porque somos diferentes. E quando nós vivemos perante Deus como realmente somos, ele irá mudar o mundo no qual vivemos.