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ABUB: COMUNIDADES DE DISCÍPULOS DE CRISTO

ABUB: COMUNIDADES DE DISCÍPULOS DE CRISTO

Embora sejam comuns as camisas com a frase “fé que pensa, razão que crê” (frase retirada do livro crer é também pensar, de John Stott) entre os ABUenses, o principal lema do movimento não é esse, mas ser “estudantes que formam comunidades de discípulos, transformados pelo Evangelho, e que impactem o mundo estudantil, a igreja e a sociedade para a glória de Cristo”.
E o que isso significa?
Em primeiro lugar, significa que assumimos o compromisso de tornar estudantes discípulos de Cristo, que vivam de forma comunitária, partilhando angústias e alegrias (o que os ruralinos – ABUenses da UFRRJ - chamam de “amizade que dá força, fé que sustenta”). É o desafio de criar espaços de acolhimento e acompanhamento dos estudantes. Isso é até mesmo estrutural na ABUB, pois temos assessores em praticamente todos os grupos base de todas as regiões, que acompanham pastoralmente a missão estudantil e espaços de formação em nível local, regional e nacional. Entre os estudantes mesmo, há iniciativas louváveis nesse sentido, como a criação de encontros paralelos aos de estudos bíblicos (ressalto o “marca um 10”, que ocorre no grupo de Vitória – ES, e que, em suma, significa cuidar para que haja boas conversas nos corredores, entre as aulas, nos restaurantes ou sentados na grama), organização de festas, espaços de lazer, esportes, visitas às casas / alojamentos uns dos outros (como fazem os estudantes de Alegre – ES).
Uma amiga me ensinou, e jamais me esqueci, que “o Reino de Deus é um Reino de amigos”. Grande parte de nossa missão é realizada “nas horas vagas”. Por isso é sempre importante darmos atenção aos que chegam e ouvir suas histórias, acompanhá-las de perto (grupos ao norte e sul do país, também realizam iniciativas de cuidado para com a comunidade estudantil, tratando temas como suicídio e violência contra a mulher, exercendo uma função tanto profética – na denúncia da injustiça - quanto terapêutica – no cuidado dos aflitos). O que estou dizendo é que importa-nos experimentar, ombro a ombro, as alegrias e os choros uns dos outros.
Em segundo lugar, implica em pensarmos comunitariamente a nossa missão na universidade, sociedade e igreja. Entendemos que estamos onde estamos, porque temos algo a realizar nesse lugar. Nosso discipulado tem a ver com a vida que se vive ali, na
universidade em que estudamos, na cidade em que moramos e na igreja em que
congregamos. Por isso, em nossa região, decidimos no Conselho Regional, criar grupos
de estudos que tratem temas específicos, sugeridos pelos próprios estudantes, que serão
pesquisados qualitativamente, com tempo para que possamos dar respostas sérias as
sérias questões de nosso tempo. Temos por missão construir pontes que ligam a
revelação normativa da Bíblia com a realidade do mundo atual, esta é uma tarefa da
qual não abrimos mão. Estamos interessados em sermos discípulos de Cristo hoje, onde
estamos, e, para Sua Glória, impactarmos a universidade, sociedade e igrejas locais,
com o poder do Evangelho. Desejamos uma participação ativa e fiel dos estudantes em
todos esses setores.
Servir a Universidade, seja pelo exercício do mandato cultural recebido na
criação, de desenvolver as potencialidades do mundo criado, o que se faz por meio de
pesquisas, fomentando ensino e extensão, quanto agindo e desenvolvendo a própria
universidade, envolvendo-nos em suas questões, dilemas e buscando meios de inserir-se
na tomada de decisão de seus rumos. E ainda, por meio de sua evangelização, tanto
afirmando contundentemente a importância do pensamento cristão para o mundo
contemporâneo, quanto anunciando Cristo aos sujeitos que ali estão. Servir à sociedade,
seja por meio de ações pequenas, gestos de misericórdia para com os excluídos e
atenção aos aflitos, servindo-lhes com os dons recebidos em nossa formação estudantil,
assim como pela participação em conselhos e espaços de fomentação cultural. Servir à
Igreja, concedendo-lhe ferramentas de atualização da mensagem do Evangelho junto ao
mundo contemporâneo e exercendo os dons que descobrimos na missão estudantil.
Em terceiro lugar, isto significa o crescimento contínuo e natural de
comunidades de discípulos. A abertura de novos grupos, o caráter expansivo é
característico do movimento. Essa expansão, todavia, não é meramente numérica,
embora também o seja. Nosso movimento é tanto um movimento de massa (como no
impactante caso da UFRRJ – que alcança mais de 600 estudantes com sua ação – e da
nossa grande região MG, com seus 36 grupos base), quanto um movimento de pequenos
e incisivos grupos. A forma e quantidade variam em cada grupo, mas a beleza do
mosaico que se monta, na diversidade da missão estudantil, ressalta a catolicidade /
universalidade de nossa fé. Com distintos rostos, gostos, sotaques, tradições religiosas,
convicções teológicas, esses estudantes vivem de modo exemplar e criativo a unidade
na diversidade, onde as diferenças doutrinais não se expelem, mas se complementam,
pondo-se a serviço do Reino, marca que deve ser inscrita em toda a Igreja brasileira.
Unidos sob uma mesma Cruz, exaltando o nome de Jesus Cristo, nosso Senhor,
seguimos na missão.
A isto estou chamando de crescimento: a criação de comunidades de discípulos
nas universidades brasileiras, o desenvolvimento espiritual dessas comunidades, onde se
exercem os dons concedidos por Deus aos estudantes, para o exercício de sua missão, de
modo que o povo todo se apresente como um só homem diante de Deus, unidos no
vínculo do amor, para louvá-lo e anunciar suas obras quer por Palavra, que por ações.
Estou confiante de que o Deus que tem, ao longo desses anos, sustentado a
missão estudantil, atuando poderosamente na vida de frágeis jovens universitários,
seguirá sua Missão e chamando muitos para serem seus cooperadores nesta obra.
“Levantemo-nos, pois, e edifiquemos” (Neemias 2: 18).
NOSSO DEUS ESTÁ EM MISSÃO. AVANTE.
Gustavo Marchetti Corrêa Carneiro
2º Coordenador da Região Leste

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