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Campanha de Oração NE: Uma responsabilidade para chamar de nossa

 

Tenho lembrado muito de uma frase nos últimos dias. Dizem que é do Freud. Não sei. Sei que veio para latejar na minha cabeça: “Qual é a sua responsabilidade na desordem da qual você se queixa?”

Penso que vivemos muitas vezes como se não houvesse o amanhã, ou como se nossas atitudes não tivessem consequências. Fala-se e prega-se muito sobre estarmos distantes de ações que possam nos afastar dos caminhos e ensinamentos do Senhor. 

Muitas, ou a maioria das igrejas cristãs aqui no Brasil e ouso dizer que possivelmente, movimentos evangelísticos também, direcionam a sua mensagem quase exclusivamente na relação espiritual entre Deus e a humanidade, correndo o risco de se desviarem totalmente dos demais segmentos da sociedade. A cada dia, parecemos nos distanciar mais da ideia de restauração de TODA a criação. 

“No princípio, criou Deus os céus e a terra”, e, cremos que estas criações foram dignas dele, que elas refletiram as perfeições de seu Criador e que foram extremamente satisfatórias em sua beleza primitiva.

Acredito que precisamos tomar consciência verdadeira de todas as nossas responsabilidades enquanto cristãos. Essa questão está ruminando no movimento abeuense há algum tempo. Aproveitando que em cinco de junho data-se o dia mundial do meio ambiente, escolhemos falar disso neste texto para nossa campanha de oração. 

Você precisa concordar que a sociedade que vivemos se apresenta muitas vezes consumista e inconsciente ao consumir. Não somos nada- ou pouco- conscientes com o consumo de roupas, alimentos, eletrônicos, automóveis, e principalmente os descartáveis. Ouso dizer, que corremos do inferno, enquanto estamos transformando o planeta terra em um “inferno”

Em meio a esse contexto, surgiram movimentos, grupos e pessoas que despertaram para a necessidade de reflexão sobre o consumo. Não é de hoje que ouvimos falar sobre a importância de avaliarmos nossas ações visando a preservação do meio ambiente, ainda se fala sobre proporcionarmos uma morada mais digna para nossas futuras gerações.

É necessário que hajamos com responsabilidade, repensando alguns hábitos para evitar o esgotamento dos recursos naturais, e enquanto mordomos de Deus, exercitarmos a preservação da criação que Ele nos confiou. 

Todo ano a Global Footprint Network - organização internacional pioneira em calcular a pegada ecológica, que contabiliza o quanto de recurso natural é usado para as necessidades de um indivíduo ou população - divulga quando alcançamos esse limite, e a cada ano temos chegado ao limite cada vez mais cedo, em 2019 atingimos esse limite no dia 29 de julho, três dias antes que em 2018. O planeta entrou em déficit de recursos naturais em 1970. Desde então, a humanidade tem consumido mais do que o planeta consegue regenerar.

Desde então, a humanidade tem consumido mais do que o planeta consegue se regenerar. Como um dos vários resultados, temos vivido muitos desastres ambientais, uma resposta da natureza à nossa insensatez. 

É necessário repensar nossas atitudes em relação a poluição do ar que causa mais mortes que o uso do cigarro, além de causar sérios danos à camada de ozônio; a poluição das águas, que são essenciais para a nossa existência, mas não é um bem infinito. Para se ter ideia estudos revelam que se nada mudar, em 2050 teremos mais plásticos do que peixes nos oceanos. Segundo a ONU, a poluição plástica é considerada uma das principais causas atuais de danos ao meio ambiente e à saúde.

Ainda refletindo sobre a água, devemos denunciar o uso exacerbado dela, ao qual se nós analisarmos o cotidiano, poderemos encontrar ainda práticas que nos levam ao desperdício. Você pode até não saber, mas o desperdício de água segue crescendo, mesmo com diversos alertas de escassez e as inúmeras razões para se preservar o líquido.

Enquanto muitos desperdiçam, tantos outros sofrem com a falta desse bem tão precioso, e nem estava falando da África, mas de cidades do Brasil mesmo. 

Sobre a poluição do solo, apesar de pouco ouvirmos a respeito, afirmamos que é gravíssima, tanto para o planeta quanto para nossa saúde. 

O estudo “Solucionar a Poluição Plástica: Transparência e Responsabilização”, feito pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF), mostra que o Brasil é o quarto país no mundo que mais produz lixo. Só estamos atrás dos Estados Unidos, da China e da Índia.

Os prejuízos dessa destinação inadequada ao lixo, associados a outros fatores preocupantes, como a falta de saneamento básico, vão desde a proliferação de doenças à improdutividade e abalos econômicos. 

Por fim, mas não menos importante, estudos revelam que o desmatamento aumentou na Amazônia durante este período de pandemia. Esse fato me faz pensar que a maldade do homem é infinita. Vale dizer, que um dos grandes responsáveis pelo desmatamento é a agropecuária. Você pode constatar a veracidade dos levantamentos feitos aqui, com simples pesquisas no Google. 

Se você ainda não entende a relação do evangelho com o meio ambiente, preciso te lembrar do livro de Gênesis, que narra o cuidado com que Deus criou todas as coisas que compõem o meio ambiente, antes mesmo de criar o homem e a mulher. 

Esse texto reflete um clamor às igrejas cristãs e grupos evangelísticos, todavia, queremos dizer também, que já existem igrejas e projetos sociais cristãos que se importam com as questões de preservação do meio ambiente. 

No livro Assim na terra como no céu, organizado por Gínia César Bontempo e vendido pela ABU Editora, você pode encontrar exemplos de igrejas que atuam com relevância nessa missão. Se você quer entender melhor essa relação, para além desse texto, recomendamos a leitura da Bíblia Sagrada, e desse livro, posteriormente, recomendamos a oração. Na verdade, a ordem dos fatores nesse caso, não altera o resultado. 

Temos plena certeza de que o desejo de Deus era que fôssemos jardineiros, e não destruidores das condições de vida na Terra. Acreditamos também que a desordem ambiental tem sua raiz relacionada à queda humana. Apesar de tantos sentimentos confusos, que certas vezes parecem até roubar a esperança, ainda podemos ir curando a Terra, como forma de proporcionar boa morada, até que Jesus volte para curar e redimir toda a sua criação. 

Não há como acreditar que Cristo é o Senhor de todas as coisas e não tomarmos consciência das nossas atitudes com o meio ambiente. Sejamos responsáveis com o nosso comer, vestir, usar, descartar. Essa não é uma responsabilidade somente do governo, mas minha e sua também. 

Deus viu em Gênesis que tudo que Ele havia feito era bom (Gn. 1.31), posteriormente deu ao ser humano a tarefa de cultivar, sendo mordomos do jardim (Gn. 2.15). Sejamos nós então mordomos excelentes. 

Por fim, esse texto é um clamor à conscientização ambiental. Podemos começar a pensar de forma micro, e refletir sobre nossas ações e atividades em casa. O que você pode mudar na sua vida para reduzir danos ambientais?

  • Ore por isso. 
  • Converse sobre isso.
  • Pregue sobre isso. 
  • Convide a sua igreja a pensar e orar sobre isso.

 

Amém!

Texto de Nathalia Amorim e Rafaela Borges.

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Textos bíblicos usados na versão NTLH.