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Encontro com Paul Freston – ABU Natal

Leia sobre a tarde de conversa do Paul Freston com a ABU Natal.

No dia 23 de março, aconteceu um Encontro com Paul Freston, realizado pela ABU Natal, em Pirangi do Norte – distrito litoral na região metropolitana de Natal (RN). Paul Freston é professor na Universidade Federal de São Carlos e professor catedrático no Calvin College (EUA), além de colunista da revista Ultimato e autor de livros utilizados na formação da Aliança Bíblica Universitária do Brasil (ABUB). 

Buscando um momento de comunhão, contou-se com a presença de pessoas próximas ao convidado – precisamente, sua esposa Yolanda –, abuenses e abpenses natalenses. Foi servido um almoço e logo após ocorreu uma roda de conversa tratando sobre política e igreja brasileira, assim como as experiências vividas ao trabalhar com a ABUB.

Assim, relatando o que aconteceu, dois participantes compartilharam um pouco do que vivenciaram:

“Tivemos a oportunidade de usufruir de uma tarde com Paul Freston e Yolanda, um casal que marcou e marca a história da ABUB. Nosso encontro ocorreu na casa de praia da família de Wicliffe (nosso querido assessor), que é certamente um local belo e propício ao descanso, a criação de amizades e ao aprendizado. Desde os primeiros contatos sentimos uma forte identificação e familiaridade com o casal, efeito comum nas amizades que Deus nos dá por meio da ABU, e que acreditamos, pelo desenrolar da tarde, ter sido recíproco.

Um dos principais momentos do encontro foi quando iniciamos uma roda de perguntas com o casal, onde pudemos expor dúvidas e ouvir o que eles nos tinham a ensinar e compartilhar sobre suas vidas. Por meio das perguntas e do diálogo, Paul nos deu diversos ensinamentos sobre Política e Reino, de forma calma, serena e tranquila, admitindo as complexidades e desafios de temas como aborto, defesa da família, bancada evangélica e as principais agendas que os cristãos deveriam estar defendendo na política.

Outro momento marcante foi quando Yolanda compartilhou sobre sua jornada de fé e missão na ABU, dilemas e decisões difíceis que ela precisou tomar e como Deus esteve presente em todos os momentos em que ela se dispôs a trabalhar para o Reino. Os apaixonados também se deleitaram ouvindo a história de como nasceu o ABUlove de Paul e Yolanda, como eles se conheceram, se apaixonaram e têm sido sustentados por Deus durante 40 anos de casamento, numa jornada onde amor e serviço ao reino se misturam.

No fim do encontro rolaram fotos, abraços e sorrisos, nos sentimos bastante edificados e encorajados para seguir com a nossa missão, guardando as imagens e os ensinamentos no coração. Oramos para que Deus continue abençoando este casal, que tanto nos inspirou e no meio de uma agenda corrida de eventos e viagens se dispuseram a passar um tempo com nosso grupo local.”. Jessé da Paz, ABU Natal.

“Após uma prazerosa manhã de diversão e sossego na praia de Pirangi, nosso grupo teve a oportunidade de almoçar e ter uma roda de conversa junto de Paul e Yolanda Freston. 

Logo no almoço conversei com os dois, falando de nossa vida comum e até já aproveitando para fazer perguntas, tirar dúvidas e trocar experiências com eles.

No momento da roda de conversa, fizemos algumas boas perguntas ao Paul. Quero destacar dois pontos que apareceram na fala dele em resposta a essas perguntas e me chamaram a atenção.

O primeiro, tratando sobre política, foi a respeito de discussões na igreja sobre candidatos, em época eleitoral. Paul estimulou isso. Depois de dizer, claramente, que a igreja jamais deve adotar o ‘candidato oficial da igreja’, ele propôs que as igrejas realizassem debates em que uma pessoa ficaria responsável por cada candidato representado e essas pessoas de fato trouxessem à discussão os melhores argumentos de cada candidato. 

Ressaltando que a fé está no âmbito do ‘absoluto’, enquanto a política está no do ‘relativo’, Paul aferiu que esses ambientes devem ser permeados da escuta honesta e atenta do outro, sem, contudo, disfarçar consenso. O testemunho que a igreja pode dar não é o de que tem uma opinião comum sobre política, pois isso não é verdade. O que a igreja pode fazer é mostrar para a sociedade que, mesmo em meio a discordâncias que podem ser fortes, há amor, escuta mútua e respeito. Ao defender a pluralidade política na comunidade cristã, podemos dar exemplo à sociedade de como lidar com a diversidade, isto é, debatendo as questões pelo seu mérito e sem discriminação.

O segundo ponto originou-se de uma observação de que atualmente, no meio cristão, alguns tratam a questão da definição da posição política a partir fundamentalmente de se o candidato é ou não ‘a favor do aborto’, colocando o valor da vida, nessa questão, como superior a todas as outras questões. Após esclarecer que nunca vamos concordar e nos satisfazermos absolutamente com qualquer candidato em que votarmos, Freston perguntou algo assim: ‘mas caso pudéssemos isolar os elementos e escolher uma questão que seria a central para um cristão considerar em um candidato, qual vocês acham que eu escolheria?’. Alguns responderam ‘educação’, outros ‘desigualdade’. Freston, mesmo considerando essas questões importantes, respondeu: ‘para mim seria a questão ambiental’. Para ele, isso tem muito a ver com a vida.”. Diego Alonso, ABU Natal.

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