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Redes Sociais e Minha Caminhada com o Próximo

Redes sociais e minhas prioridades

Faz pouco tempo e uma noticia deixou muita gente atônita, o bloqueio do uso de um aplicativo de mensagens instantâneas por 48 horas. Mas isso não ocorreu de fato.

O mais curioso não foi à justiça ter suspendido a decisão anterior, e sim o mal estar que muitos usuários já estavam sentindo pela mera noticia que logo se concretizaria.

Muitos usam as redes sociais para o trabalho, outros para a diversão, outros por questões familiares e no fim das contas todos quanto às utiliza faz disso tudo um pouco, ou o que mais possam precisar se assim for possível.

Daí pode ser pensado, como a comunicação é esta parte tão importante na vida, e como as redes sócias nos convidam ou até nos seduz para si.

Imagens, mensagens, vídeos, mídias no geral são compartilhadas entre seguidores, usuários e seus afins. O mundo está cada vez menor, parece, há um poder em nossas mãos, o poder de dizer, “postar”, escrever, filmar, reproduzir, comprar, vender e etc...

Uma coisa importante dentre muitas outras nas redes sócias é a nossa identidade, nosso perfil, a nossa imagem ou quem nós somos. Mas esta não diz tudo, e nem sempre de fato quem somos.

Somos percebidos às vezes dentro de um espaço virtual de maneira diferente entre as redes, e até mesmo ou certamente fora delas.

Enfim, se as redes sociais são espaços de convivência virtual, que por vezes substitui os encontros pessoais e nos faz viver num mundo paralelo, e até o inverso para outros, como cristãos isso muda alguma coisa para nós? Se existe um mundo virtual, deve existir algum modo de viver nele?

“A rede social é utilizada para construção de relacionamentos, e isso tende a crescer exponencialmente à medida que seus seguidores dizem aos seus amigos, e seus amigos dizem aos seus amigos, e assim por diante.”
FONTE: http://midiaboom.com.br/midia-social/redes-sociais-e-seus-maiores-beneficios/
acessado em 02/01/15.

Não há escape, pouco ou muito, estamos inseridos neste mundo, ou outro mundo, submundo por assim dizer.

Dentre os benefícios dos avanços desta era tecnológica digital, está à possibilidade de relacionarmo-nos com pessoas diferentes, de perto e de longe, em grupos ou comunidades que nos interessem, ou por nós mesmos criados, ou por vezes convidados e ainda por solicitarmos.

O que nos cabe então fazer? Nada? Como então se aplicaria, sem querer forçar a leitura da Grande Comissão que diz, “Ide por todo o mundo” (real, virtual, paralelo...). (Mateus 28: 19,20)?

O Sermão do Monte (Mateus 5,6 e 7) nos da à devida caracterização do que somos e como devemos proceder, nós que participamos do Reino de Deus e vivemos conforme seus princípios.

Ao menos alguns destes princípios, destaco abaixo:

1. Somos “sal” e “luz”. (Mateus 5: 13-16)
Nunca percamos estas duas alegorias, e para não esquecermos, sal só fora do saleiro e de durabilidade longa. Luz sempre acesa e em lugar que possa ser avistada, principalmente, e lógico nas mais densas trevas.

2. Devemos amar e fazer o que é correto e justo. (Mateus 5:20, 38-6:1)
Sei que o termo a seguir é por demais pensado, escrito, cantado, falado, postado, “compartilhado”, o amor. Mas se de fato vivemos por um reino, Reino de Deus, nossa contracultura cristã assume a pratica e não apenas a mera teoria que em grande medida nem sempre nos aproxima do outro, ainda mais sendo este o nosso inimigo, um grande desafio.

3. Ouvir e por em pratica. (Mateus 7: 21-27)
Falando um pouco mais sobre a pratica, entendemos que os participantes do Reino de Deus, não serão conhecidos apenas naquele grande dia, ou apenas aparecerão de surpresa na consumação dos séculos, de fato não conhecemos a todos, mas eles demonstrarão isso hoje, aqui e ali, em qualquer lugar, real ou virtual. Eles não apenas abrirão os “ouvidos para ouvir” eles cumprirão aquilo que ouvirem na cotidianidade que esta contracultura cristã deva ser proclamada.

Conclusão: Nem um de nós pode ser considerado participante do Reino, de um Deus invisível e real, sem a clara pratica de seus ensinamentos com o próximo, por exemplo, que é visível, mas também real e humano como nós, imagem e semelhança deste Deus, aliás, se amar é o que há de maior mandamento para ser cumprido, João adverte, em 1 João 4:20,21 para amarmos de verdade, amarmos a Deus e também ao nosso irmão.

E lembrando o que Paulo dissera a Timóteo sobre os últimos dias, há um contraste enorme, os homens serão “amantes de si mesmos”, “gananciosos”, “inimigos do bem”. (2 Tim 3:1-9) dentre outras mazelas.

Sim, estes não fazem parte do Reino de Deus, não servem ao Leão de Judá, não o adoram, pelo contrario, servem ao “Inimigo”, a Babilônia e sua ordem. Os servos de Deus, estes, os vencedores, reinarão com Cristo. (Ap. 21:8, 9)

Aí vale indagar, somos fieis servos de Cristo? Isso nos distingue nas nossas relações e lugares como na escola, em casa e nas redes sociais? De fato somos participantes de que Reino? Quais valores nos identificam como, adoração a Deus, o amor ao próximo, o perdão, dentre outros? Ou nos identificamos e somos seduzidos pela idolatria (qualquer que seja), as riquezas, o ódio, o descaso, ou a injustiça? Pensemos!

“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”.


Leon Souza, ABUB Nordeste.

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