Notícias

Estudantes da região Sul voltam do IPL cheios de coisa pra contar

Sete estudantes dos três estados da Sul participaram do Instituto de Preparação de Líderes de 2017

Entre os dias 15 de janeiro a 2 de fevereiro de 2017, na cidade de Vila Velha (ES), sete estudantes da ABUB na região Sul estiveram no Instituto de Preparação de Líderes (IPL), que neste ano teve como tema "Onde os fortes não têm vez", estudando os livros de I e II Samuel. Após um período de intensa preparação, leitura de livros, elaboração de resenhas, nossos jovens embarcaram numa jornada que foi além de uma viagem para outra região, foi de formação completa: de competências de liderança, de aprendizado da Bíblia e missão, mas principalmente, uma jornada de autoconhecimento. 

A estudante de Design Gráfico na UFPR (Curitiba - PR), Bianca Mendes Rati, nos contou um pouco de sua experiência:

Para mim IPL 2017 foram 20 dias de muita intensidade. Acredito que todo cristão precisa passar por uma experiência parecida: de rotina de oração, meditação, comunhão, estudo e silêncio. Esses momentos são valiosos e muitas vezes acabamos por negligênciá-los devido a correria. Além disso, as discussões sobre o que é força versus o que é fraqueza e as relações de poder são extremamente atuais e consegui encontrar pontes com a minha realidade. 

O estudante de Artes Visuais, da UFPR, também de Curitiba (PR), Gyuri Menghini Ballalai, contou o que o impactou no IPL:

O IPL foi impactante em minha vida, não pelas palavras, oficinas,  palestras, mas sim por toda uma vivência, estar lá com pessoas de diversas partes do país e do mundo, pessoas com diferentes histórias, os mais variados contextos me relembraram que Deus está presente em todos lugares e sua mensagem viva passa por todos nós, estar com eles me ensinou estar em vivência com a palavra e não por se sentir obrigado a cumprir uma doutrina.

A estudante Giovana Fernanda, de Curitiba (PR), falou sobre o que aprendeu nesse período:

Acredito que Deus começou uma transformação no meu coração no período do CF e ela se concretizou no IPL. Primeiramente, um momento de perdão e, depois, um momento de reconstrução de caráter, ideias e posturas. Deus foi intenso comigo. Fui abençoada demais através de cada palestra, cada exposição, cada conversa que tive lá - e mesmo as mais confusas me edificaram, transformaram e cuidaram de mim. Tudo agregou. Durante a parte teórica, o que mais me marcou foram as orações: uns pelos outros - desde a oração espontânea até o momento programado. Deus agiu.

O assessor auxiliar da mesma cidade, Rafael Moreira, recém formado em Matemática pela UTFPR, disse que:

O IPL oferece uma diversidade de experiências tamanha que quando termina e você volta para casa, não acredita que viveu tanta coisa em tão pouco tempo.

A representante de Santa Catarina (Chapecó), Giovanna Ricciardi Leira, estudante de Ciências Sociais, disse que sua vivência foi IPL foi:

Renovadora! Conheci pessoas que me fizeram refletir sobre mim e sobre o mundo, assisti palestras que me inspiraram a ser a mudança que espero no mundo, ouvi exposições bíblicas que me fizeram reconhecer que nem sempre o meu ponto de vista é o mais correto ou o único, tive EBI’s que me fazem refletir até agora. Cada pessoa que conheci, agenda pessoal que tive e momentos sozinha, me fizeram descobrir o mundo que existe em mim e como devo trabalhar nele.

A estudante Betânia Moser Machado, de Relações Internacionais na UniRitter, Porto Alegre/RS, definiu da seguinte forma:

O IPL foi um tempo em Nárnia. Como se a gente estivesse desfrutando de uma vida plena com o Criador. Mas o sentido de plenitude está também em se enxergar, em olhar pra dentro de si e perceber as nossas lacunas. É uma jornada pra dentro e pra fora ao mesmo tempo. E esse foi o IPL dos fracos. Com isso, tudo convergia para que as suas fraquezas, inclusive aquelas difíceis de admitir pra nós mesmos, venham a tona e tomem espaço. Não só aquelas que nos trazem inseguranças internas, mas aquelas que afetam diretamente o outro, o nosso irmão. Mas é daí que parte um grande autoconhecimento e aprendizado.A necessidade de reconhecer cada vez mais a dependência de Deus.

Por fim, Jennifer Rodrigues, de Porto Alegre, também trouxe um pouco de sua percepção.

É difícil colocar em palavras o que foram esses 21 dias de IPL. Eu estava cheia de expectativas e querendo muitas respostas do Senhor a cerca de coisas da minha vida. Estava machucada, espiritualmente fraca, bem fraca, e com uma sensação de desânimo quanto à missão. O tema foi bem pertinente aos meus questionamentos. Eu cheguei ao Espírito Santo buscando forças e descobri que a fraqueza é muito positiva. Algo que eu posso falar que ouvi de Deus e que não é tão pessoal e pode ser compartilhado foi: na fraqueza eu não sou autossuficiente, mas sim dependente dele.  É no momento de fraqueza que Deus fala conosco, e saber lidar com esse momento tem sido diferencial nos meus dias pós IPL.

Todo Instituto de Preparação de Líderes tem um período de prática, em que os estudantes são enviados para outros lugares, com um pequeno grupo, para servir à comunidade local. A parte prática, de acordo com a Betânia foi um presente. Ela nos contou mais:

Fui enviada para uma comunidade quilombola, em Santa Leopoldina, região serrana do Espírito Santo, e servimos em uma igreja que fica dentro do quilombo. Foi bem desafiador estar em contato com a cultura quilombola.Quebrar os tabus de precariedade e aprender muito com um povo receptivo. Sim. Os quilombolas tem água, luz e belas casas de alvenaria dentro do quilombo! Mas sim. Ainda existem muitos desafios que a comunidade precisa enfrentar e vencer.

A Giovana Fernanda serviu em uma igreja anglicana.

Minha parte pratica foi incrível! Tive o privilégio de servir a Igreja Anglicana Âncora, que me deu um chá de evangelho puro e simples! Deus me livre de levar uma vida senão aquela que aprendi ali: sempre servir aos outros em primeiro lugar, pra depois pensar em mim; não preciso do excesso pra ser feliz; o pouco sempre acaba sendo muito na presença de Deus. Que igreja incrível, acolhedora, sensacional! Pela primeira vez em tempos eu senti o Espírito Santo de Deus comigo!

O Gyuri contou que mesmo no dia livre da parte prática, não deixou de estar em missão:

Na parte prática o que mais gostei foi quando estávamos em um dia livre e nem por isso negamos a missão, mesmo sem uma programação definida pudemos falar sobre o movimento a pessoas que se interessaram, tal naturalidade pareceu mais amistosa.

O Rafael descreveu sua parte prática em detalhes:

Três noites e 2 dias completos: foi o que vivemos naquela igreja local. Em todo momento nós fomos servidos pela igreja como se fossemos missionários, e essa foi uma experiência nova para todos do grupo, até sentimos um pouco de culpa, porque estávamos lá para servir e acabamos por sermos servidos o tempo todo. Conhecemos pessoas incríveis que se dedicam àquela igreja local preocupadas com as pessoas que estão ali e não só com a instituição igreja, conhecemos as dificuldades que têm, e os ajudamos de maneiras totalmente diferentes do que tínhamos planejado. E não fizemos nada além de cumprir o planejado, conviver com as pessoas daquele lugar, e sermos nós mesmos confiando que Deus faria a parte Dele.

Jennifer, que participa de uma igreja orgânica em Porto Alegre, falou de como o serviço numa igreja local foi agregador pra ela:

Sou de uma igreja orgânica e me converti nesse ambiente, então eu nunca havia estado em uma igreja com muitos membros e bem estruturada e eu nem gostava. Minha parte prática foi realizada na Igreja Metodista do Brasil, e foi uma experiência incrível. A programação foi muito intensa, estivemos em um asilo, levamos comida aos moradores de rua, participamos de uma ação global, conduzimos o culto de jovens e a Escola Bíblica Dominical, apresentamos ABU e participamos do louvor no culto de domingo. E toda essa programação ajudou-me a trabalhar em equipe, a cuidar dos meus irmãos, a aprender sobre a igreja e perceber o quão fundamental ela é para a comunidade, e como Cristo trabalha em diferentes denominações de uma maneira tão bela.

O IPL é esse tempo, gente! De crescimento, aprendizagem, aceitação de quem somos e de quem Deus é. A Bianca nos trouxe um pouco do que o IPL pode provocar:

O IPL não foi uma experiência fácil, mas foi importante para mim. Saio de lá provocada a continuar pensando, tentando trazer um pouco dessa rotina de meditação e reflexão para minha vida e mudada pela minha experiência na parte prática. Saio de lá com a percepção que ser fraca pode ser a minha maior força.

Teve textão porque o IPL merece! Mas se mesmo assim, você ainda ficou com alguma dúvida sobre o IPL e curioso com a experiência de nossos estudantes, nos procure no facebook (www.facebook.com/aburegiaosul) e mande um inbox.

Nenhum Comentário

Comentar

O conteúdo deste campo é privado não será exibido ao público.
CAPTCHA
O teste abaixo serve para verificar se você é um ser humano e para prevenir submissões automáticas de spam.