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Lições do Congresso Nacional

Secundaristas, universitários e profissionais: encontros frutíferos

Durante o Congresso Nacional, que ocorreu entre os dias 31 de maio e 3 de junho, os três ministérios da Aliança Bíblica Universitária do Brasil (ABUB), de secundaristas, universitários e profissionais, tiveram espaços para aprenderem, compartilharem e aprofundarem sua fé e seu chamado missionário. As programações foram diferentes e cada uma buscou abordar as realidades de cada contexto. Descubra abaixo três aprendizados que estes encontros renderam aos seus participantes.

EBA: missão na escola, para além dos estudantes

O Encontro Nacional da ABS (Aliança Bíblica de Secundaristas), o EBA, trabalhou a temática “Marcas de um cotidiano”, que abordou questões de opressão comuns ao Ensino Médio brasileiro, como racismo, bullying, violência e intolerância. Os debates, organizados pela assessora de ABS, Lia do Valle, geraram frutos na vida dos participantes. No segundo dia, houve a presença da assessora da região Nordeste, Vaninha Ramos, que também trabalha como professora e compartilhou sobre sua realidade. Alanis Menezes Vieira, da ABS Goiânia (GO), conta que foi então que conheceu e sensibilizou-se com a realidade docente:

“Aprendi muito sobre a dificuldade que os professores têm no dia a dia das escolas, porque eu, como estudante, não conheço muito essa realidade deles. A Vaninha contou algumas experiências desagradáveis que ela teve recentemente com alguns alunos. Situações de violência, ameaças e alunos que sofrem abusos dentro de casa. E os professores muitas vezes têm de lidar não só com as questões acadêmicas, mas também com as cargas que cada aluno traz da família. Percebi que muitas vezes os professores sofrem por eles mesmos e também pelos alunos, mas têm de disfarçar esse sofrimento e continuar dando aula normalmente. Me fez perceber que a vida do professor também é bem cansativa e estressante, e se nós, que somos abessenses, formos bons alunos, comportados e respeitarmos os professores, podemos colaborar para que o dia deles seja mais tranquilo e proveitoso também. Nós podemos ser uma mão amiga para esses professores e ajudá-los a carregar esse peso.”

EBP: mais que profissionais, cristãos

Os participantes da Aliança Bíblica de Profissionais (ABP), por sua vez, reuniram-se no Encontro Brasileiro de Profissionais (EBP). As oficinas "Como iniciar um grupo" e "Vocação e missão" rolaram no primeiro dia. A mesa do segundo, com a participação de Paulo André, José Miranda Filho e José Carlos Muniz, falou do cristão na vida profissional. Prisciliana Jesus de Oliveira, da ABP Rio de Janeiro (RJ), conta o que guardou das palavras de Miranda na mesa:

"Um dos aprendizados marcantes para mim foi que nossa vocação também está associada às oportunidades que nos surgem e ao 'rumo que a vida toma', mesmo que não sigamos a carreira dos sonhos ou que nossa escolha profissional tenha sido, na verdade, a única oportunidade que tivemos no momento da escolha para suprir nossas necessidades. Não são apenas os meus atributos e afinidades que determinam o profissional que sou, mas um conjunto de variáveis que incluem, dentre tantas outras, a realidade que me cerca, a minha busca por recursos, meus relacionamentos, minha história de vida, a minha fé em Deus e a minha caminhada com Cristo.

"O impacto desse aprendizado está no fato de que, na escala de prioridades, o sucesso dá lugar ao amor a Deus e ao próximo. Assim, tudo contribui para o bem: as escolhas que fiz; as alternativas que precisei assumir; as chances que aproveitei; o tempo, a energia e os recursos que investi na minha formação, ou a falta dos mesmos; os meus acertos e os meus erros. Com essa consciência é possível uma visão mais clara da minha identidade. É possível trabalhar confiante e descansada em Deus, de que estou no caminho certo e voltar a atenção para servir melhor. Fazer meu trabalho 'como a Deus', não para garantir meu lugar no mercado ou para vencer disputas. Implica em me importar com as pessoas que estão sendo alcançadas pelo meu trabalho, não porque elas são network, como disse o assessor da região sul Thiago Rodgers, mas porque são alvo do amor de Deus. Servindo melhor, estamos atribuindo a Deus seu devido lugar, de soberano e testemunhando o seu amor."

Universitários conectados com a realidade

Paralelamente aos secundaristas e profissionais, os universitários refletiram questões pulsantes no dia a dia do Ensino Superior brasileiro. No primeiro dia, a temática foi sexualidade, e Ziel Machado levantou desafios muito interessantes, lembrando os participantes de que os desafios não são fáceis, chamando-os a serem luz nas trevas. No segundo dia foi a vez de Timóteo Oliveira (por meio de sua poesia), Alexandre Brasil e Marco Davi de Oliveira (autor de A Bíblia e as cotas) abordarem a temática do racismo e a realidade brasileira.

O desafio que ficou para Pedro Ferrão, da ABU Picos (PI), foi de estudar mais os temas, tão relevantes para o cotidiano do estudante universitário:

"O maior aprendizado que tive foi perceber o quanto preciso estudar mais sobre gênero e sexualidade. Ouvir Ziel Machado me marcou muito. A forma como ele fala sobre o tema me fez refletir sobre minha abordagem sobre gênero e sexualidade, e como a maioria dos cristãos estão despreparados para conversar sobre homossexualidade. Depois de entender seus posicionamentos passei a estudar mais o tema e acredito estar mais preparado para falar sobre gênero e sexualidade na perspectiva cristã."

Machado indicou uma série de livros para os interessados na temáticas, entre eles estava Entre a cruz e o arco-íris, de Marília de Camargo César, que será leitura obrigatória para o Instituto de Preparação de Líderes de 2019.

  • Qual destas facetas da realidade dos secundaristas, profissionais e universitários é um desafio para o seu contexto e como você pode abordá-las? Ore para que os participantes possam seguir ecoando o que aprenderam nesses eventos!

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