No dia 8 de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher.
Longe de ser apenas uma data festiva, neste dia é lembrado o esforço coletivo necessário para assegurar o direito das mulheres. E isso, é claro, afeta a nossa missão enquanto povo de Deus nos desafiando a construir um ambiente seguro para as mulheres, seja em nosso grupo local, nosso campus, escolas e igrejas.
Por isso, nossos assessores trazem algumas dicas de como você pode trabalhar o tema da violência contra a mulher no seu grupo local!

Gabriel ‘Xodó’, assessora da região SPMS
Algo que temos experimentado na SPMS é que trabalhar a masculinidade tem aberto caminhos para combater a violência contra a mulher. Infelizmente muitos dos homens abeuenses têm recebido muita influência de movimentos como redpill e apenas falar de violência de gênero já gera neles a repulsa contra o feminismo.
Thais, assessora da região Minas Gerais
Eu fiz um EBI (estudo bíblico indutivo) sobre o tema com a Diretoria Regional no ano passado e foi uma discussão bem legal! (acesse o EBI aqui) Outra coisa que estamos fazendo agora é um clube do livro sobre o tema. No ano passado também tivemos entre os meninos.
Uma coisa que eu sinto falta é falar mais sobre como apoiar as meninas que passam por isso nas universidades, pra expandir pra além do contexto da ABU. Seria legal participar ou até promover ações de conscientização de forma semelhante ao que já acontece no setembro amarelo, por exemplo!
Jessica, cogestora do Missão 2026: Amanhar
Uma dica para os grupos locais é que eles estejam atentos à realidade na qual eles estão. Da mesma forma que a gente faz a missão a partir do nosso contexto, abordamos os temas a partir disso também. Então, o grupo local precisa se perguntar: quais as dificuldades ou denúncias de onde estamos? o que as mulheres do nosso grupo e das nossas turmas relatam? A partir disso, como o nosso grupo pode ser lugar de acolhimento ou de ação a partir da realidade e da necessidade?
Sempre sugiro também o e-book for organizado com uma ação da iniciativa Logos e Cosmos e trata o texto de juízes. (acesse aqui)
Rui, assessor da região Norte
Aqui na região tivemos um tempo específico para tratar sobre o assunto em eventos regionais. A situação é bem parecida com o que a Xodó relatou…
Uma coisa que fizemos foi juntar os meninos do grupo local e assistirmos um filme que tem alguma relação, mesmo que uma relação indireta sobre masculinidade ou valores que a gente considera bons de masculinidade. Ou ainda, que busquem combater ideias genéricas do que é ser um “homem de verdade”.
Masculinidade & responsabilidade
O Fantástico Sr. Raposo
O que o torna uma raposa de verdade? Bem sucedida? Nesse stop motion, Fox precisa encarar suas próprias escolhas de vida.
Serviço & sacrifício
O Senhor dos Anéis
Aragorn rejeita o poder quando ainda não está preparado — e só o abraça quando é chamado pelo amor e pelo dever, não pela ambição. Sam é o verdadeiro herói: ele não carrega o Anel, mas carrega Frodo. A força que protege sem dominar.
A masculinidade aqui não tem a ver com poder, mas com fidelidade.
Compaixão & complexidade
Princesa Mononoke
Nosso herói enfrenta a violência sem se tornar violento, e busca entender antes de julgar. A raiva que o consome só é vencida com compaixão — não com força.
Vulnerabilidade & integridade
Superman (2025)
Um Superman que chora, duvida e sente. A força física não define o herói e a emoção não o enfraquece, na verdade, ela revela o seu caráter.
Jesus chorou (João 13:35, NVI)
Humildade & vocação
Nárnia — Príncipe Caspian
Caspian precisa aprender que governar bem exige humildade. É preciso primeiro reconhecer suas limitações e aceitar ajuda — inclusive de quem ele subestimou.
Amizade & respeito
Brooklyn Nine Nine
Esta série é repleta de exemplos de amizade e masculinidade. A jornada de Jake é de cura e redenção, redesenhando a própria história.
